Morador de Matão-São Paulo, Fernando Sartori, conhecido como Fer, jovem de 24 anos, dono de duas pizzarias, –Apreciatta –nos conta como foi começar seu negócio e nos dá algumas dicas sobre seu empreendimento.
Qual a sensação de ter o próprio negócio?
É bastante gratificante, é como se todo o nosso esforço e trabalho árduo,
finalmente estivesse sendo reconhecido.
Quando surgiu o seu sonho de ter o próprio
negócio?
Na verdade meu empreendimento veio através da forte crise
que assolou nosso Brasil, eu sou engenheiro civil, era funcionário de uma
empresa privada que sentiu fortemente o impacto e teve uma significativa queda
no faturamento bruto, ocasionando assim em uma demissão em massa, após receber a
noticia de que fui demitido, procurei não ficar parado e recomecei, arrisquei
tudo o que tinha em um hobby que já tinha.
Como se deu o início da caminhada?
Complementando a resposta anterior, após receber a noticia
de minha demissão, tinha três opções, procurar um novo emprego e aproveitar o
seguro desemprego me amparando, abrir minha própria construtora, ou investir no
meu hobby, a primeira opção foi de cara descartada, pois, não consigo ficar sem
trabalhar, a segunda opção foi descartada pela atual situação econômica do
Brasil, a construtora ainda é um sonho que vou alcançar, meu hobby era a opção
mais viável, por ser um investimento com menor custa e retorno de curto prazo,
mesmo assim me arrisquei, não tinha todo o capital necessário e fiz dividas para
serem quitadas ao longo do primeiro semestre, hoje estou colhendo os frutos da
minha “irresponsabilidade”.
Quais foram as responsabilidades que você precisou
assumir?
Tive que assumir inúmeras responsabilidades, era um jovem de
24 anos que acabará de perder uma renda fixa, que começou a trabalhar com uma
renda flexível, porem com contas fixas, me vi tendo que ampliar meus
conhecimentos contábeis, administrativos e elevar minha tratativa com o
publico, já que minha área de segmento não foge da área comercial, tinha
famílias que precisavam que eu arcasse com meus compromissos, no caso as
famílias de meus funcionários, então me vi com uma responsabilidade que
sobressaia do meu próprio ser e passou a ser uma responsabilidade que atingiria
outras pessoas.
Como você divulgou seu negócio?
De inicio utilizei o que eu chamo de mídia suja, que são
panfletagens, posteriormente utilizei da plataforma do facebook, que foi onde
consegui obter meus maiores retornos, hoje pratico dos mesmos métodos, porem,
ampliem para divulgação da marca em eventos e campanhas, hoje invisto 20% do
meu faturado em propaganda, indiferentemente do total faturado, se aumenta
minha renda, aumento meu marketing.
Se você fosse dizer algo a um jovem empreendedor,
o que diria?
Eu diria que para você ser uma pessoa de sucesso na sua
área, você não precisa maltratar nem falar mal de ninguém, eu acredito que só
alcança o sucesso as pessoas éticas, que colocam as necessidades dos outros
acima da sua própria necessidade, é fundamental ter uma pitada de irresponsabilidade,
pois sem ela você nunca terá coragem de sair da sua zona de conforto, mas de
certa forma, tenha seus pés no chão.
Ao querer adquirir sua própria empresa, tenha certeza do
capital inicial, do capital de giro e do retorno esperado, pesquisas de mercado
são sempre bem vindas, tenha um diferencial, isso não vai te dar o status de
mais um, e pode fazer toda a diferença no seu modelo de marketing, abra mão do
luxo e viva para sua empresa, os frutos não viram de um dia pro outro, nem de
um mês para o outro, mas no fim seu trabalho sempre será recompensado.
Qual o seu sonho daqui pra frente?
Hoje possuo três lojas com minha marca, dessas, duas são
minhas, num futuro próximo, pretendo realizar meu outro sonho que é montar
minha construtora, mas expandir mais minha marca é com certeza algo que nunca
vai sair da minha pauta de prioridades.
A quais órgãos fiscalizadores você precisa prestar
contas?
São vários, receita federal, sindicato do trabalhado e do
empregador, vigilância sanitária, prefeitura municipal entre outros, para que
tenha tudo dentro das normas, recebo a ajuda de um escritório de contabilidade
com o qual pago uma mensalidade.
Qual a relação do preço do seu produto com o preço
do dólar?
O dólar para o meu segmento é especulativo, logo, meu
produto sobre alteração de acordo com variação de inflação entre outros, mas
nada que seja muito significativo que eu precise ficar atento 24 horas por dia.
Qual o método utilizado para definir o preço dos
seus produtos?
Faço o quantitativo do meu produto, detalhando a quantia de
insumos, com esse detalhamento coloco o preço pago nos insumos e consigo então
ter o preço de custo dos meus produtos, tendo o preço de custo aplico 100% de
lucro, obviamente com o “lucro” realizo os pagamentos dos insumos e dos custos
que chamo de custos fixos, que são funcionários, alugueis, energia, agua, entre
outros, me sobra um faturamento liquido de aproximadamente 15%.
Como funciona seu serviço de entrega? Você tem
alguma estratégia?
Possuo uma plataforma, todos os pedidos são inseridos nessa
plataforma, ele vai atualizando automaticamente através de status, por exemplo:
pedido em preparo, pedido em entrega e pedido entregue, esse controle é feito
através de tablets pelos colaboradores (funcionários), o sistema automaticamente
me contabiliza o tempo de entrega no ato do pedido, essa é uma estratégia.
A outra é separar a cidade por setores, tenho motoqueiros
que cobrem esses setores, com isso as entregas que sair vão sempre para locais
próximos, e economiza no tempo.
Qual foi o tempo de retorno do investimento feito
que você esperava?
No meu caso, tinha me programado a obter o investimento em
doze meses, esse seria meu tempo de retorno, porém, consegui o investimento em seis
meses, hoje tenho um faturamento bruto que equivale a três vezes o investimento
inicial. Minha primeira pizzaria foi inaugurada a um ano e quatro meses.
Quer conhecer um pouquinho? Disponibilizarei a página no facebook para que possa se informar ou caso queira fazer algum tipo de contato. Até a próxima!
Todos as informações aqui dadas foram cedidas de forma espontânea pelo entrevistado.